ActaVerum.
// CIÊNCIA · EXPLICADOR

Roman: o espelho do Hubble, cem vezes mais céu

Previsto para decolar em 30 de agosto, o Nancy Grace Roman carrega o mesmo espelho de 2,4 m do Hubble e um campo de visão até 200 vezes maior. Ele foi construído para varrer o céu, baixar 1,4 TB por dia e liberar tudo sem período de exclusividade. O que isso permite, o que ainda depende de dar certo, e por que o dia do lançamento é o menos informativo da missão.

Por Redação·26 ago 2026·Science
faixa central da Via Láctea densa de estrelas no céu noturno
Foto ilustrativa: o centro da Via Láctea visto do solo, usado aqui para representar o tipo de céu cheio de estrelas que o Roman vai monitorar. A imagem não é do telescópio. Luca Calderone / Unsplash

Em 25 de julho, técnicos no Kennedy Space Center carregaram 290 galões de hidrazina num telescópio.² Em 7 de agosto, ele foi acoplado ao adaptador que o prende ao segundo estágio de um Falcon Heavy.³ Faltava o encapsulamento na coifa do foguete, e o lançamento está marcado para as 7h26 da manhã (horário da Flórida) de 30 de agosto, do Complexo 39A.⁴

Nove meses antes do combinado. O compromisso oficial da NASA para o Nancy Grace Roman Space Telescope é maio de 2027, e o pedido de orçamento de abril ainda registrava essa data como a baseline do programa.⁵ Num setor em que grandes observatórios costumam atrasar anos, chegar cedo já é a parte incomum da notícia.

Mesmo assim, o lançamento é o dia menos informativo desta missão. O que o Roman vai fazer com os próximos cinco anos já está decidido, publicado e repartido por comitês, e isso o torna um objeto mais esquisito do que "o novo telescópio da NASA".

O espelho do Hubble dentro de outra máquina

O espelho primário do Roman tem 2,4 m de diâmetro, exatamente o do Hubble, e pesa 186 kg: menos de um quarto do original, graças a três décadas de avanço em fabricação de óptica. Ele saiu da L3Harris, em Rochester, no estado de Nova York.¹

A diferença está atrás dele. O Wide Field Instrument é uma câmera infravermelha de 300 megapixels: 18 detectores de telureto de mercúrio e cádmio, cada um do tamanho de uma bolacha de água e sal, com 0,11 segundo de arco por pixel, cobrindo 0,281 grau quadrado entre 0,48 e 2,3 mícrons, com oito filtros e dois modos de espectroscopia sem fenda.¹ ⁶ Cada exposição abocanha um pedaço de céu maior que a Lua cheia.¹

Há um detalhe de projeto óptico que explica o formato do instrumento: a região mais nítida do campo do Roman fica num anel em volta do centro, e não no centro. Por isso os detectores foram dispostos em arco, sobre parte desse anel, arranjo que também permite aos dois instrumentos funcionarem ao mesmo tempo.¹

Sobre o tamanho do campo, a NASA circula dois números. O press kit fala em "pelo menos 100 vezes" o do Hubble; o documento orçamentário de 2027 fala em 200 vezes o do instrumento infravermelho do Hubble.¹ ⁵ Os dois estão corretos, e a diferença é qual câmera do Hubble entra na conta. O efeito prático não muda: o Roman coleta dados até mil vezes mais rápido que o Hubble e, em cinco anos, deve fotografar mais de 50 vezes o céu que o Hubble cobriu em trinta anos.¹

Por que isso não tira nada do Webb

A comparação que a própria NASA usa é de lentes: o Roman é a grande-angular, o Webb é a teleobjetiva.¹ O espelho do Webb tem cerca de três vezes o diâmetro do Roman e enxerga mais fundo num pedaço muito menor de céu.⁷ São funções diferentes na mesma cadeia. O Roman varre áreas enormes e encontra o que é raro; o Webb volta nesses alvos e mede em detalhe; e o Roman ainda fotografa o entorno de objetos que o Webb já estudou, para dar contexto.¹

Vale o mesmo raciocínio para os outros dois grandes levantamentos desta década. O Euclid, da ESA, vai cobrir cerca de 15.000 graus quadrados, um terço do céu, com menos detalhe, alcançando a época em que o universo tinha uns 3 bilhões de anos. O maior survey do Roman cobre 5.100 graus quadrados, uns 12% do céu, mais fundo e com mais precisão, chegando aos 2 bilhões de anos. Como as áreas se sobrepõem, os dados mais finos do Roman podem calibrar os do Euclid e depois ser estendidos por toda a área maior.¹ Com o Vera C. Rubin, no Chile, a sinergia é outra: a nitidez do Roman ajuda a separar fontes que, do solo, aparecem borradas umas sobre as outras.¹

Três surveys decididos por comitê

Até 75% do tempo de observação dos cinco anos iniciais já está comprometido com três levantamentos definidos num processo aberto, em que a comunidade astronômica passou cerca de dois anos discutindo o que fazer com o telescópio.¹

O High-Latitude Wide-Area Survey aponta para longe do plano empoeirado da Via Láctea e junta imagem e espectroscopia para mapear mais de um bilhão de galáxias. Dessa massa de dados saem duas medições de energia escura: a distorção sistemática das formas das galáxias pela lente gravitacional fraca, que dá um mapa tridimensional da matéria escura, e o padrão de oscilações acústicas de bárions, as marcas fossilizadas das ondas de pressão que atravessavam o plasma primordial.¹

O High-Latitude Time-Domain Survey volta ao mesmo pedaço de céu repetidas vezes e transforma a sequência em filme. A NASA espera cerca de 100 mil explosões e outros eventos transientes, incluindo o subconjunto de supernova tipo Ia que serve de régua para medir a expansão do universo.¹

O Galactic Bulge Time-Domain Survey faz o contrário: aponta para dentro, para o centro da galáxia. São seis campos, 1,7 grau quadrado no total, cada um fotografado a cada 12 minutos, em seis temporadas: três no começo da missão e três no fim.⁸ Fora dos surveys principais, o primeiro programa de astrofísica geral já selecionado é o Galactic Plane Survey, que pretende mapear até 20 bilhões de estrelas usando 29 dias espalhados pelos dois primeiros anos.¹

O que só a microlente encontra

A cadência de 12 minutos no centro da galáxia existe por causa de um efeito específico. Quando uma estrela passa quase exatamente na frente de outra, mais distante, a massa da estrela da frente curva o espaço-tempo e amplifica a luz da estrela de trás. Um planeta em órbita da estrela da frente funciona como uma lente menor dentro da maior, e aparece como uma distorção passageira nessa curva de brilho. É a microlente gravitacional, e ela é sensível justamente à faixa que os outros métodos perdem: mundos frios, longe da estrela, do outro lado da linha da neve.

Os números vêm de simulações revisadas por pares, não de promessas institucionais. Penny e colaboradores estimaram cerca de 1.400 planetas ligados a partir de umas 0,1 massa terrestre, dos quais uns 200 com 3 massas terrestres ou menos, com sensibilidade que desce até cerca de 0,02 massa da Terra, grosso modo a massa de Ganimedes.⁹ A NASA arredonda para "mais de mil planetas" por microlente.¹ ⁸

O mesmo conjunto de imagens serve para o efeito oposto. Quando um planeta passa na frente da estrela, o brilho cai um pouquinho; é o trânsito. Wilson e colaboradores projetaram entre 60 mil e 200 mil planetas em trânsito nesse campo, quase todos gigantes em órbitas apertadas, com algo entre 7 mil e 12 mil abaixo de 4 raios terrestres.¹⁰ O press kit adota cerca de 100 mil.¹

A cobertura de lançamento costuma pular uma ressalva importante. A microlente é um alinhamento de acaso: acontece uma vez, não se repete, e ninguém volta depois para reobservar aquele sistema. O produto é o que a NASA chama de censo estatístico: a distribuição de planetas na galáxia, não um catálogo de alvos para estudar um a um. E dos gigantes em trânsito, distantes e fracos, a estimativa da agência é que talvez alguns milhares tenham atmosfera mensurável.¹

O coronógrafo entra como experimento

O segundo instrumento do Roman é um coronógrafo, e vale ler o rótulo com atenção: ele voa como demonstração de tecnologia. O objetivo declarado é detectar planetas 100 milhões de vezes mais fracos que suas estrelas, de 100 a 1.000 vezes melhor que os coronógrafos espaciais existentes, usando espelhos deformáveis que corrigem em voo imperfeições ínfimas da óptica do próprio telescópio.¹¹ Será o primeiro coronógrafo ativo a operar no espaço.¹¹

O que isso fotografa, na prática, é luz refletida de um planeta parecido com Júpiter em tamanho, temperatura e distância da estrela.¹¹ Nada de Terras. E ele encolheu no caminho: em 2019, a pressão de custo e cronograma tirou o espectrógrafo de campo integral do projeto, trocado por um prisma. A agenda também é modesta: três meses de observações pré-planejadas, distribuídos pelo primeiro ano e meio de operação.¹ O valor está no que fica para depois: é o ensaio em órbita das técnicas de que o Habitable Worlds Observatory vai precisar para tentar fotografar planetas como o nosso.¹ ¹¹

1,4 TB por dia, e ninguém fica com a chave

O Roman deve baixar cerca de 1,4 terabyte de dados brutos por dia, pela antena de 1,7 m que transmite a até 500 megabits por segundo para estações no Novo México, na Austrália e no Japão.¹ Ao longo dos cinco anos iniciais, os dados processados somam 20 petabytes; o documento orçamentário calcula o arquivo em mais de 10 terabytes por dia de operação.¹ ⁵ É o maior volume de dados de qualquer missão de astrofísica da NASA até agora.¹ Julie McEnery, cientista sênior do projeto, deu a medida concreta numa coletiva em julho: seriam necessárias mais de meio milhão de TVs 4K para exibir uma única imagem do Roman.⁷

A decisão mais consequente, porém, é administrativa. Tudo que sair dos surveys vira público assim que for processado, sem período de exclusividade para quem propôs a observação.¹ É o oposto do arranjo habitual, em que uma equipe fica meses ou um ano com acesso reservado aos próprios dados. E como ninguém baixa 20 petabytes, a análise migra para uma plataforma em nuvem, o Roman Nexus: em vez de trazer os dados para o seu computador, você leva seu código até eles.¹

O que ainda pode dar errado

Primeiro, o foguete. Depois, três meses de paciência. O comissionamento previsto abre painéis solares e para-sol cinco horas após o lançamento, libera a antena e a tampa da abertura em dois dias, liga o coronógrafo na primeira semana e o Wide Field Instrument na terceira, alinha e foca até o segundo mês e só declara o observatório pronto por volta do terceiro, quando saem as primeiras imagens e começa a missão científica. A inserção na órbita em torno de L2 acontece entre o terceiro e o quarto mês.¹ Ou seja: mesmo um lançamento limpo em 30 de agosto não rende imagem científica nenhuma antes do fim de novembro.

O histórico de prazos está no próprio orçamento, sem maquiagem. O compromisso firmado em 2020 previa lançamento em outubro de 2026; a baseline atual é maio de 2027, sete meses depois. A estimativa de custo de desenvolvimento subiu de US$ 2,898 bilhões, na base de 2021, para US$ 3,038 bilhões em 2026, 5% a mais. O custo total de ciclo de vida, incluindo operação, está em torno de US$ 4,3 bilhões.¹ ⁵

O risco que sobra, no entanto, não está no foguete: está na conta de operação. O pedido orçamentário para 2027 reserva US$ 166,8 milhões ao Roman e depois cai para US$ 91,4 milhões, US$ 78,5 milhões, US$ 73,0 milhões e US$ 70,9 milhões nos anos seguintes,⁵ uma curva descendente exatamente nos anos em que os surveys estariam rodando. A NASA classifica o ajuste como pequeno e diz não esperar impacto na data de lançamento,⁵ o que é uma afirmação sobre a decolagem, não sobre os cinco anos depois dela. No pedido anterior, a linha de desenvolvimento do Roman tinha caído para US$ 156,6 milhões, contra os US$ 376,5 milhões que estavam planejados,¹² dentro de uma proposta que cortava a ciência da NASA em cerca de 47% e encerrava dezenas de missões.¹³

Nada disso é inédito para este telescópio. Quando ainda se chamava WFIRST, ele apareceu sem verba em dois pedidos orçamentários seguidos, e nas duas vezes o Congresso recolocou o dinheiro: US$ 312 milhões num ano, US$ 510,7 milhões no seguinte.¹⁴

O que a comunidade astronômica pediu

O Roman foi a prioridade número um entre as grandes missões espaciais do decadal survey de 2010, e o próprio documento orçamentário da NASA continua descrevendo o projeto exatamente assim.⁵ Dezesseis anos depois, o telescópio decola com o desenho de observação escrito pela comunidade que o pediu.

Na mesma coletiva, McEnery resumiu o que a área espera encontrar, e o resumo é menos triunfal que o marketing de lançamento: nos últimos cinco a dez anos apareceram indícios de que nem tudo vai bem com o modelo padrão da cosmologia.⁷ O objetivo declarado do Roman é ter dados suficientes para saber de que tamanho é o problema. E ela foi explícita sobre o resto: o alcance do telescópio serve para achar o esquisito, o raro e o inusitado.⁷

Veredito

O Roman é uma máquina de fabricar catálogo, projetada para que a descoberta aconteça anos depois, em computadores de gente que nunca chegou perto do Kennedy Space Center. Essa é a aposta, e ela tem uma consequência desconfortável: o valor da missão depende menos do lançamento de 30 de agosto do que de cinco anos de operação, arquivamento e financiamento que ainda não aconteceram. Num survey, o trabalho pesado nunca está na primeira imagem: está na milionésima, feita com o mesmo cuidado.

Fontes

  1. NASA. "Nancy Grace Roman Space Telescope Press Kit", junho de 2026, https://assets.science.nasa.gov/content/dam/science/missions/rst/education/Final%20Roman%20Press%20Kit-508compliant.pdf — espelho de 2,4 m e 186 kg (L3Harris); WFI de 300 megapixels e 18 detectores; campo "pelo menos 100 vezes" o do Hubble; detectores em arco; 1,4 TB/dia e 20 PB em cinco anos; antena de 1,7 m a 500 Mbit/s; estações no Novo México, Austrália e Japão; dados públicos sem exclusividade e Roman Nexus; surveys principais em até 75% do tempo; comparações com Hubble, Webb, Euclid e Rubin; cronograma pós-lançamento; custo de ciclo de vida de US$ 4,3 bilhões.
  2. NASA. "NASA Fuels Roman Space Telescope for Late August Launch", 27 jul 2026, https://science.nasa.gov/blogs/roman/2026/07/27/nasa-fuels-roman-space-telescope-for-late-august-launch/ (290 galões de hidrazina carregados em 25 de julho).
Mostrar mais 12 fontesOcultar fontes
  1. NASA. "NASA's Roman Space Telescope Begins Integrated Operations for Launch", 10 ago 2026, https://science.nasa.gov/blogs/roman/2026/08/10/nasas-roman-telescope-team-begins-integrated-operations-for-launch/ (acoplamento ao adaptador em 7 de agosto; encapsulamento seguinte).
  2. NASA. "Roman Launch Countdown", https://science.nasa.gov/mission/roman-space-telescope/roman-launch-countdown/ (30 de agosto de 2026, 7h26 EDT, Falcon Heavy, Complexo 39A).
  3. NASA. "FY 2027 Budget Estimates", abr 2026, seções ASTRO-15 a ASTRO-21, https://www.nasa.gov/wp-content/uploads/2026/04/fiscal-year-2027-full-budget-request.pdf (campo 200 vezes maior que o do instrumento infravermelho do Hubble; prioridade número um do decadal de 2010; baseline de lançamento outubro de 2026 → maio de 2027; custo de desenvolvimento de US$ 2.898,1 mi para US$ 3.037,6 mi; linhas orçamentárias de 2027 a 2031; "a small adjustment to the FY 2027 funding level that is not expected to impact Roman's launch readiness date").
  4. Roman @ IPAC/Caltech. "Wide Field Instrument", https://roman.ipac.caltech.edu/page/wfi (0,281 grau quadrado, 0,11"/pixel, 0,48–2,3 μm, oito filtros, grism e prisma).
  5. Yahoo News. "NASA's new Nancy Grace Roman Space Telescope is about to launch. Here's why it's so cool", ago 2026, https://www.yahoo.com/news/science/article/nasas-new-nancy-grace-roman-space-telescope-is-about-to-launch-heres-why-its-so-cool-154334619.html (coletiva de 29 de julho; falas de Julie McEnery e Jackie Townsend; comparação de espelhos entre Roman, Hubble e Webb).
  6. NASA. "Galactic Bulge Time-Domain Survey", https://science.nasa.gov/mission/roman-space-telescope/galactic-bulge-time-domain-survey/ (seis campos, 1,7 grau quadrado, cadência de 12 minutos, seis temporadas, mais de mil planetas por microlente e 100 mil em trânsito).
  7. Penny, Gaudi, Kerins, Rattenbury, Mao, Robin, Calchi Novati. "Predictions of the WFIRST Microlensing Survey I: Bound Planet Detection Rates", The Astrophysical Journal Supplement Series, 2019, https://arxiv.org/abs/1808.02490 (~1.400 planetas acima de ~0,1 M⊕; ~200 com ≤3 M⊕; sensibilidade até ~0,02 M⊕).
  8. Wilson et al. "Transiting Exoplanet Yields for the Roman Galactic Bulge Time Domain Survey Predicted from Pixel-level Simulations", The Astrophysical Journal Supplement Series 269(1), 2023, https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4365/acf3df (60 mil a 200 mil planetas em trânsito; 7 mil a 12 mil abaixo de 4 R⊕).
  9. NASA/JPL. "The Roman Coronagraph Instrument", https://www.jpl.nasa.gov/missions/the-roman-coronagraph-instrument/ ("detect planets 100 million times fainter than their stars, or 100 to 1,000 times better than existing space-based coronagraphs"; primeiro coronógrafo ativo no espaço; planeta análogo a Júpiter em luz refletida; relação com o Habitable Worlds Observatory). Contexto técnico e redução de escopo de 2019: Kasdin et al. "The Nancy Grace Roman Space Telescope Coronagraph Instrument (CGI) Technology Demonstration", 2021, https://arxiv.org/abs/2103.01980
  10. American Astronomical Society. "The FY26 President's Budget Request: NASA and NSF Details", jun 2025, https://aas.org/posts/news/2025/06/fy26-presidents-budget-request (US$ 156,6 milhões contra US$ 376,5 milhões previstos).
  11. The Planetary Society. "Analyzing the FY 2027 NASA budget request", https://www.planetary.org/articles/analyzing-the-fy-2027-nasa-budget-request — Universe Today, "NASA's FY 2026 Budget Request has been Released", https://www.universetoday.com/articles/nasas-fy-2026-budget-request-has-been-released (corte de cerca de 47% na ciência da NASA).
  12. SpaceNews. "NASA budget proposal seeks to cancel WFIRST", https://spacenews.com/nasa-budget-proposal-seeks-to-cancel-wfirst/ — Space.com, "Trump's 2020 NASA Budget Would Cancel Space Telescope, Earth Science Missions (Again)", https://www.space.com/trump-nasa-2020-budget-cancels-wfirst-earth-missions.html (US$ 312 milhões e US$ 510,7 milhões recolocados pelo Congresso).

— Redação

Comentários 0